Terça-feira, 13 de Março de 2007

Um dia de Outono que pareceu Verão

Estava um belo dia de Outono. Sempre fui a verdadeira apreciadora do sol e calor e no Inverno perdia sempre muita da alegria. Os dias chuvosos faziam-me deprimir. Naquele verão senti que nada me poderia deixar triste, nem mesmo a chegada da estação das chuvas. Sentia algo novo e imenso crescer dentro de mim, a cada dia que passava. Sentia-me completa.

 

Oiço o som da campainha, era ele. O responsável pelo meu sorriso constante, pela doçura de que os meus dias estavam repletos, pelo sentimento imenso que sentia preencher todos os cantos do meu ser. Era já hábito o Joaquim vir-me buscar ao fim-de-semana, pelo que quase se havia tornado um membro da família.

 

Como sempre acontecia nos nossos passeios, fomos até a um miradouro ver o pôr-do-sol. Este lado romântico do Joaquim deixava-me completamente desarmada. Nada me poderia deixar mais feliz do que partilhar estes momentos com ele. Momentos estes em que os corações gritavam palavras de amor, enquanto nós desfrutavamos de um silêncio consentido e confortável. Sentia-me verdadeiramente hipnotizada com o seu sorriso….

 

Naquele dia o Joaquim estava algo estranho, parecia-me nervoso, inquieto. Era sempre tão descontraído e divertido, hoje parecia querer dizer-me algo que não conseguia. Comecei também eu a ficar nervosa. Sentia-me desconfortável com aquela situação. Temia que tivesse algo desagradável para me dizer.

 

Entretanto, tomou coragem, pegou na minha mão e começou aquela conversa que eu esperava ter com ele desde pequenina. Disse-me que me amava, que o tempo que passávamos juntos era o bálsamo da sua vida e que nos meus olhos via todo o seu futuro, via o nosso caminho a dois. Pediu-me em namoro.

 

A princípio fiquei sem palavras. Não sabia o que dizer. Sentia-me invadida por uma sensação sufocante de alegria. Sem que pudesse controlar, senti uma enchente de lágrimas percorrer-me a face. Estava feliz, estava completa, agora sim. Não tinha palavras para lhe responder, apenas lágrimas acompanhadas por um sorriso e gargalhada tímida. A brisa fria da noite interrompia a minha felicidade. Ele emprestou-me o seu casaco enorme, impregnado do cheiro da sua pele e do seu perfume. Como gostava daquele cheiro. Ele acompanhou-me a casa do primo João.

 

Era o meu primeiro namorado e seria o único estava certa. Tínhamos selado o nosso laço ali mesmo e estava certa que duraria para sempre. Amava-o. Desde pequena que ele era o único para mim. Beijou-me de forma terna e envolvente. Como se tivéssemos sido talhados um para o outro e as nossas bocas fossem partes separadas de um todo que agora se unia. Entrei em casa do João sem conseguir evitar um enorme sorriso e os olhos ainda cobertos de lágrimas.

 

Queria apenas poder voltar atrás no tempo e voltar a ter tudo isto de novo. Porquê algo de tão bom mudou?


 


Ass: Rosa

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escrito por reversivel às 23:53
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